Matéria publicada pelo Dr. Márcio Tomazela no Olá Sorocaba - O Jornal da Gente! - maio de 2014
Em 10 de maio de 1886 realizou-se uma manifestação
de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos. Os manifestantes
reivindicavam a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias. Milhares de pessoas participaram do ato,
que deu início a uma greve geral nos EUA. Três dias depois houve confronto com
a
polícia com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de maio, uma nova
manifestação terminou com a morte de sete policiais e doze manifestantes.
Em 1° de Maio de 1891 a polícia repreendeu uma manifestação na
França e matou dez manifestantes.
Esse novo drama serviu para reforçar o dia como um dia de luta
dos trabalhadores. Meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclamou
o 1° de Maio como dia internacional de reivindicação dos trabalhadores.
A história nos mostra, portanto, que o Dia é do Trabalhador, e
não do trabalho. E mostra, também, que é um dia de luta. Aos poucos a data nos
é vendida como um
feriado comum para o trabalhador descansar.
E verdade que uma folga no trabalho é sempre boa para o descanso, mas o 1° de Maio antes de tudo, é um dia de reflexão e de luta pelos
direitos trabalhistas.

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